Sobre os GTs

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AR

Grandes cidades geralmente têm crescimento desordenado, acarretando grandes problemas ambientais, tais como má qualidade do ar, congestionamentos, problemas de mobilidade urbana, entre outros. Sempre são buscadas novas alternativas para melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem e se deslocam pela cidade, mas a problemática é um grande desafio. Este eixo temático pretende abordar políticas públicas que visem reduzir a emissão de poluentes em centros urbanos e a relação dessas políticas com o planejamento urbano: resultados, desafios, estratégias e problemas.

Coordenadores: Profa. Dra. Flávia Noronha Dutra Ribeiro (EACH-USP), Profa. Dra. Regina Maura de Miranda (EACH-USP), Prof. Dr. Andrea Cavichioli (EACH-USP)

Grandes cidades sofrem com altas concentrações de poluentes, levando a problemas ambientais e de saúde. Os padrões de qualidade do ar são ultrapassados em determinadas épocas do ano, piorando a qualidade do ar para a população em geral e levando crianças e idosos a procurar atendimento hospitalar devido a problemas respiratórios. Este eixo pretende abordar os poluentes atmosféricos em regiões urbanas, suas concentrações, composição, fontes e efeitos à saúde humana.

Coordenadores: Profa. Dra. Regina Maura de Miranda (EACH-USP), Profa. Dra. Flávia Noronha Dutra Ribeiro (EACH-USP), Prof. Dr. Andrea Cavichioli (EACH-USP), Prof. Dr. Fabio Teixeira Gonçalves (IAG-USP)


ÁGUA
Neste ENANPPAS Regional, com o intuito de aprofundar a discussão sobre território, redes geográficas e governança, o GT Água tem por meta discutir e problematizar as crises de abastecimento, situações de estresse hídrico, secas prolongadas, conflitos de uso e conflitos regionais. Neste contexto, são discutidos, entre outros temas, abastecimento de água, ações de longo prazo para recuperar mananciais, o confronto entre unidades de gestão de recursos hídricos e sistemas de abastecimento, segurança hídrica, justiça hídrica, reuso da água, gestão compartilhada em bacias internacionais, arranjos institucionais e cooperação.

Coordenadores: Profa. Dra. Ana Paula Fracalanza (EACH-USP), Prof. Dr. Wagner Ribeiro (FFCL-USP), Profa. Dra. Gisela Aquino Pires do Rio

Este grupo de trabalho aborda pesquisas relacionadas à sustentabilidade das águas, incluindo uso eficiente e racional da água com base na sustentabilidade ambiental, as fontes de contaminação, os métodos de prevenção, tecnologias de tratamento de águas contaminadas e o serviço de abastecimento de água e esgotamento sanitário de forma sustentável.

Coordenadores: Prof. Dr. Marcelo Antunes Nolasco, Profa. Dra. Renata Colombo (EACH-USP), Profa. Dra. Helene Mariko Ueno (EACH-USP)

Em 2017, representantes de organizações e líderes do mundo se reuniram na sede das Nações Unidas, NY, para realizar a Conferência sobre os Oceanos. O objetivo dessa reunião foi de apoiar a implementação do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14, que consiste em conservar e utilizar de forma sustentável os oceanos, os mares e os recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável. O presente GT convida a apresentação de trabalhos que abordem o ODS 14, como por exemplo, uso de recursos naturais do mar, gerenciamento costeiro, impactos antrópicos nos oceanos e acidificação nos oceanos.

Coordenadoras: Profa. Dra. Wânia Duleba (EACH-USP), Profa. Dra. Maria Virgínia Alves Martins (UERJ), Profa. Dra. Rosalinda Montone (IOUSP)


TERRA
A biodiversidade está intimamente relacionada à conservação de áreas nativas. Os remanescentes de vegetação nativa, por sua vez, sofrem substancial pressão para conversão a outros usos humanos, especialmente em áreas com grande concentração populacional, bem servidas por infraestruturas de transporte, com boa aptidão agropecuária e com crescimento econômico acelerado. O sudeste brasileiro reúne muitas, senão todas, estas condições, e os remanescentes de vegetação nativa sofreram forte redução ao longo da história. Ao mesmo tempo, há atualmente uma crescente demanda humana pelos serviços ecossistêmicos provenientes das áreas de conservação, como fixação de carbono, conservação de recursos hídricos, conservação de solos, extração de recursos e lazer. Este grupo de trabalho contempla pesquisas que abordem as múltiplas relações entre biodiversidade e uso das terras, incluindo serviços ecossistêmicos, restauração de vegetação nativa, conservação da biodiversidade, políticas públicas voltadas à conservação ambiental, governança territorial sobre o meio ambiente, ecologia da paisagem, ecologia de estradas, ecologia humana, economia ambiental e economia ecológica. Evidentemente há muitas outras abordagens aderentes à proposta do GT, cujos trabalhos são igualmente bem-vindos.

Coordenadores: Prof. Dr. Alexandre Toshiro Igari (EACH/USP), Prof. Dr. Leonardo Meireles (EACH-USP), Prof. Dr. Leandro Reverberi Tambosi (UFABC), Dra. Mariana Morais Vidal (IB-USP), Dra. Adriane Calaboni (IB-USP).

Produção de alimentos sempre desempenhou função vital nas sociedades que, por sua vez, têm se mantido constantemente preocupadas tanto em garantir a autossuficiência no abastecimento do mercado interno, como em assegurar a oferta de produtos alimentares ao consumidor desprovidos de perigo à saúde. O GT aborda assuntos como o status atual da produção de alimentos no sudeste brasileiro e a utilização de produtos advindos da biodiversidade. O referido GT também contempla pesquisas sobre polinização agrícola (benefícios e ameaças), efeitos de pesticidas sobre polinizadores, transgênicos na agricultura, modelagem ambiental e mudanças climáticas.

Coordenadores: Prof. Dr.Tiago Mauricio Francoy (EACH-USP), Profa. Dra. Miriam Sannomiya (EACH-USP)


MUDANÇAS CLIMÁTICAS
A frequência de eventos extremos tem aumentado e áreas urbanas estão se mostrando vulneráveis a eles. Esta situação deve se intensificar ainda mais e a busca por ações de adaptação às mudanças climáticas são fundamentais no ambiente urbano. A população mundial está se deslocando para as cidades e graças à alta densidade populacional, nestes ambientes a magnitude dos impactos climáticos são desproporcionais. No Brasil, mais de 80% da população residem nas cidades. Se por um lado eventos severos estão se intensificando, a infraestrutura das cidades ainda deixa a desejar e está vulnerável ao aumento da precipitação e da temperatura que tem sido observado na região sudeste, especialmente nas regiões metropolitanas onde o fenômeno da ilha de calor se desdobra em efeitos danosos ao clima local e a saúde humana. Neste tema pretendemos discutir formas de adaptação às mudanças climáticas que preservem a qualidade de vida nas regiões metropolitanas.

Coordenadores: Prof. Dr. André Frossard Pereira de Lucena (COPPE, UFRJ), Profa. Dra. Carla Kazue Nakao Cavaliero (Unicamp), Prof. Dr. André Simões (EACH-USP), Prof. Dr. Sérgio de Almeida Pacca (EACH-USP), Prof. Dr. Arnaldo Cesar da Silva Walter (Unicamp), Prof. Dr.  Gilberto de Martino Jannuzzi (Unicamp)

A influência humana no sistema climático é clara. Quanto mais desequilibramos o clima, mais nos arriscamos a sofrer impactos severos, agudos e irreversíveis. Se por um lado nós temos os meios para limitar a mudança climática e construir um futuro próspero e sustentável, por outro lado as políticas atuais indicam um grande descompasso entre a velocidade real de adoção de tecnologias de baixo carbono e o aumento na concentração de gases do efeito estufa. Ações mais efetivas são urgentes. Possivelmente nos encontramos no limiar da adoção de tecnologias capazes de gerar emissões negativas. Neste GT serão discutidas tecnologias de baixo carbono, a sua adoção e os desafios para a estabilização da concentração de gases de efeito estufa a fim de evitar um aquecimento além dos 2°C até o final do corrente século XXI (em relação ao período pré-industrial).

Coordenadores: Prof. Dr. Conrado Augusto de Melo (UFABC), Prof. Dr. Amaro Pereira (UFRJ), Prof. Dr. Sérgio de Almeida Pacca (EACH-USP)

Um dos maiores problemas para se elucidar quanto o homem está impactando o clima ou compreender se aquecimento global que estamos vivenciando faz parte de ciclo natural da Terra é a limitação de séries temporais de longa escala dos registros climáticos. Os registros obtidos somente em estações meterológicas, por exemplo, não são extensos o suficiente para permitir análise em escala temporal multi-decenal, secular ou milenar. Neste sentido é importante que modelos climáticos regionais e globais sejam complementados com dados paleoclimatológicos, obtidos por meio de testemunhos de sedimentos marinhos, estalagmites e anéis de crescimento de árvores. O presente Grupo de trabalho tem por objetivo reunir pesquisadores para discutir registros geológicos de climas pretéritos com intuito de discriminar a importância das forçantes naturais e antrópicas nas mudanças da precipitação no Brasil (sub)tropical.

Coordenadores: Prof. Dr. Cristiano Chiessi (EACH-USP), Profa. Dra. Wânia Duleba (EACH-USP), Prof. Dr. Nicolás Strikis (UFF), Prof. Dr. Francisco William da Cruz (Igc-USP)


ENERGIA E MEIO AMBIENTE
Em última instância, o planejamento energético implica o acesso universal aos serviços energéticos pela população. Mais do que determinar o aumento na oferta de energia ele prescinde de mecanismos para garantir a eficiência no uso da energia e contempla efeitos colaterais na sociedade, na economia e no ambiente. Existem várias escolhas políticas e o ambiente regulatório vem paulatinamente se adaptando a elas e às novas tecnologias. Do ponto de vista da sustentabilidade as escolhas presentes não devem comprometer a base de recursos futura e garantir qualidade a longo prazo. Neste GT discutiremos o planejamento energético de forma abrangente, passando por políticas, regulações e a inserção de novos modelos de gestão da energia

Coordenador: Prof. Dr. André Simões (EACH-USP)

O Brasil é um país com tradição na energia renovável e, no passado, a biomassa e a hidroeletricidade tiveram um papel importante na segurança energética da região sudeste. Contudo, o crescimento incontrolável das metrópoles e a obsolescência da infraestrutura energética estão evidentes. Em paralelo novas tecnologias se tornaram mais competitivas e o ambiente regulatório tem dado espaço para tecnologias de pequena escala descentralizadas. Passamos por um momento de inflexão e a demanda por vetores energéticos pode mudar drasticamente nas próximas décadas. Biocombustíveis, eletrificação, novas tecnologias renováveis, armazenamento de energia, energia de resíduos, enfim existe uma infinidade de escolhas e cenários possíveis, sem contar que a região será a maior produtora de petróleo e gás natural nas próximas décadas. Neste GT pretendemos discutir tecnologias energéticas baseadas em fontes renováveis e a sua inserção na região.

Coordenadores: Prof. Dr. Sérgio de Almeida Pacca (EACH-USP), Prof. Dr. Evandro Mateus Moretto (EACH-USP)


RESÍDUOS SÓLIDOS

O aumento do consumo e da geração de resíduos sólidos tem sido apontado como causa de graves problemas sociais e ambientais no mundo contemporâneo. É necessário, portanto, um aprofundamento na compreensão dos processos sociais relacionados aos mesmos, evitando análises simplistas e normativas. Escolhas de consumo envolvem convenções de normalidade e estão relacionadas a práticas cotidianas de reprodução social. Resíduos resultam de processos e originam, ou podem originar, novos processos. Não cabe, portanto, em especial no âmbito acadêmico, fragmentar o pensamento, isolando o “consumo” e o “lixo” em instantâneos desconectados da cultura e da vida social. Neste cenário, a esfera doméstica, em especial frente ao histórico internacional, torna-se central, o que exige uma compreensão mais cuidadosa sobre as práticas cotidianas de abastecimento, usufruto de bens e geração de resíduos sólidos urbanos. Da perspectiva das políticas públicas, o contexto do capitalismo é fundamental, em se tratando de processos de disputa de ideias e interesses. É relevante, ainda, analisar as condições que contribuem para a ruptura de conceitos e paradigmas, abrindo, assim, caminho para analisar propostas de inovação de processos, produtos e práticas, criadas pelo Estado, por cidadãos, por movimentos sociais e pelos mercados (alternativos e mainstream), ambientalizando a vida cotidiana. O grupo de trabalho “Consumo e resíduos: práticas cotidianas, gestão e políticas para sustentabilidade” convida à apresentação de trabalhos que envolvam múltiplos campos de conhecimento capazes de refletir sobre: (i) a relação entre consumo e meio ambiente e os processos de ambientalização do consumo; (ii) como os resíduos sólidos são gerados e gerenciados na esfera doméstica, por meio de uma compreensão integrada e interdisciplinar; (iii) os impactos sociais, econômicos, políticos, culturais, legais e ambientais do consumo e da geração de resíduos; (iv) analisar modelos de gestão e inovações associadas aos resíduos sólidos; (v) se e como as propostas de redução, reaproveitamento e reciclagem de lixo e de consumo sustentável são incorporadas nas práticas rotineiras da vida cotidiana; (v) políticas públicas, institucionalidades, infraestrutura de provisão de produtos e serviços, atores públicos e privados (cadeias produtivas), ciclo de vida, processos de fabricação, tecnologias, organização logística, usufruto e descarte pós-uso de materiais; (vi) os limites da relação entre consumo, cidadania e participação política; e (vii) a inclusão social dos catadores, condições de trabalho e ação política.

Coordenadoras: Profa. Dra. Sylmara F. G. Dias (EACH-USP), Profa. Dra. Cristiane Kerches da Silva Leite (EACH-USP), Dra. Luciana Ziglio (EACH-USP), Profa. Dra. Fátima Portilho (CPDA/UFRRJ)

Atualmente existe uma grande carência no mercado e na comunidade científica nacional de discussões mais aprofundadas sobre as tecnologias de tratamento de resíduos sólidos, o que em parte, pode gerar problemas para implementação, de forma efetiva, da Politica Nacional dos Resíduos Sólidos (LEI Nº 12.305, de 2 de agosto de 2010), que estabelece que só deverão ser dispostos em aterros sanitários aqueles resíduos que não puderem ser reutilizados, reciclados ou tratados, devendo assim, um aterro sanitário receber preferencialmente somente os rejeitos de sistemas de tratamento de resíduos. O GT “Tecnologias de gerenciamento e tratamento dos resíduos” busca discutir as principais formas e tecnologias de tratamento de resíduos sólidos. Espera-se discutir novas tecnologias de processos físico-químicos para tratamento de resíduos sólidos, entendendo os principais fundamentos relacionados aos processos, o “estado da arte” em torno de aspectos técnicos e científicos.

Coordenador: Prof. Dr. Ednilson Viana (EACH-USP), Profa. Dra. Juliana Tófano de Campos Leite (UFABC), Profa. Dra. Graziella Colato Antonio (UFABC)


MERCADO E SUSTENTABILIDADE
O modelo de crescimento econômico está no centro do debate sobre sustentabilidade. O GT convida a apresentação de estudos que abordem iniciativas, experiências e reflexões focadas no mercado (considerando as esferas da produção, do consumo e da regulação na indústria, agropecuária e nas atividades de serviços). Busca-se discutir criticamente a capacidade e as limitações do mercado e das organizações (empresas, organizações coletivas, associações voluntárias) para estabelecer e consolidar sistemas de produção orientados para trajetórias mais sustentáveis e para o aproveitamento eficaz da ciência e tecnologia.

Coordenadoras: Profa. Dra. Sônia Regina Paulino (EACH-USP), Profa. Dra. Tania Christopoulos (EACH/USP) 


DIREITO AMBIENTAL
Diante da atual discussão jurídico-ambiental no cenário nacional por meio dos tribunais e da comunidade jurídica acadêmica, esse GT convida para a apresentação de estudos do Direito Ambiental quanto ao aprofundamento do debate sobre os recentes direcionamentos críticos a partir de uma visão ampla para os reflexos de suas relações com a sustentabilidade sobre os seguintes temas: jurisprudência Ambiental do STF; retrocesso ambiental; CAR – Cadastro Ambiental Rural; licenciamento ambiental; e Compensação Ambiental.”

Coordenadores: Prof. Dr. Paulo Santos de Almeida (EACH-USP), Profa. Dra. Biabiana Graeff (EACH/USP), Solange Silva Teles (MACKENZIE), Grecie Fulller (PUC-SP), Profa. Dra. Patrícia Faga Iglecias Lemos 


JOVENS PESQUISADORES (submissão de resumos expandidos e apresentação de pôsteres)
É um GT multitemático destinado exclusivamente à apresentação e discussão de trabalhos realizados por alunos de graduação e seus orientadores sobre quaisquer dos temas dos demais GTs do evento.

 

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